Dia Internacional da Mulher

Os dias comemorativos têm a vantagem de dar visibilidade a uma causa, grupo de pessoas, etc. E trazem à discussão pública algumas discussões que por vezes parecem já estar resolvidas, assinalar o Dia Internacional da Mulher é uma deles.

 

Quando falamos dos direitos das mulheres, falamos de direitos humanos e é preciso reconhecer que enquanto sociedade falhámos e continuamos a falhar nas igualdade de direitos e oportunidades entre homens e mulheres. E para quem continua a recusar reconhecer esta realidade, leia a publicação da CIGIgualdade de Género em Portugal: Boletim Estatístico 2017” onde está reunida e analisada informação estatística sobre a atual situação de mulheres e homens em vários setores da nossa sociedade.

 

E se não há consenso sobre questões como a mudança do cartão de cidadão, termos uma linguagem inclusiva ou outras “pequenas coisas” que muitos dizer ser questões ridículas, sem importância e que desvitalizam o feminismo e expõem a sua própria fragilidade e inutilidade, apresento então algumas das razões pelas quais é importante assinalarmos o Dia Internacional da Mulher:
  • desigualdade salarial;
  • segregação ocupacional no mercado de trabalho;
  • disparidade na realização do trabalho não remunerado e no exercício de responsabilidades familiares;
  • conciliação da vida profissional, familiar e pessoal;
  • mutilação genital feminina;
  • falta de representação de mulheres nos órgãos de administração;
  • interseccionalidade que afeta principalmente as mulheres (por ser uma forma de discriminação que cruza características como género, orientação sexual, origem racial e étnica, nacionalidade, idade, deficiência, religião, e que afeta por exemplo mulheres com deficiência, migrantes, refugiadas, idosas ou mulheres ciganas, afrodescendentes, mulheres trans, entre outras);
  • violência doméstica e de género, violência e exploração sexual, práticas tradicionais nefastas, stalking, assédio sexual e moral (seja no trabalho ou noutro contexto) continuam a ser formas de violência exercidas principalmente contra mulheres e raparigas.

 

Estas são algumas das razões, não todas.

 

Enquanto sociedade, falta-nos muito para chegarmos a um ponto em que a igualdade de direitos e oportunidades entre mulheres e homens seja a realidade. Por isso é fundamental continuarmos esta luta, mulheres e homens.
#atéàigualdade